1 de dez de 2011


E sempre me prendo à alguns conselhos, sei lá, de tanto ouvi-los, quem sabe eu não aprenda realmente a segui-los.

Meu cuidado é tão “seu”, tão simétrico em relação a você, acolhe-te desde sua testa, onde meus lábios descansam, até seus pequenos pés, aonde sua vontade de dançar reside. Ah, minha pequena, podemos dançar o quanto quiser, gosto de senti-la perto de mim, de colocar seus pés em cima dos meus e apenas andarmos juntos, assim, sem nenhuma distância. Não precisamos de música, pequena, já temos a nossa. Pode não ser a mais tocada nessas rádios tão século-vinte-e-um mas é a mais aconchegante, apenas por ser apenas nossa e não mais “minha-ou-sua”.

Ninguém desiste porque quer, ninguém chora porque quer e ninguém muda porque quer. É que uma hora cansa, e é necessário.

“Deixar alguma coisa importante para trás é tão desgastante. Desgasta sua vontade de seguir em frente, desgasta tua memória, desgasta seu interesse nas outras coisas. Você deveria sentir-se mais leve, mas o peso da saudade te afoga em nostalgias. E no final, o que sobra? Sobra a vontade de retroceder alguns passos e pegar o que você deixou no meio da estrada, aquele arrependimento frio. […] A cada passo você desgasta-se mais um pouco e o que antes era inteiro, agora só sobrou alguns fragmentos e eles simplesmente não lembram como eram antes de se despedaçarem.”

Não reclame da vida tão cedo, pois você ainda não viveu nem a metade dela.

Fingir que nem ligo, as vezes é a melhor coisa que faço.